O Hóspede Maldito é o primeiro filme da série, todos já sabem, e sua relação com o jogo nós falaremos mais pra frente nas matérias. Agora vamos nos concentrar na história do primeiro filme e a respeito do funcionamento do vírus de acordo com o que vimos em Resident Evil Zero.
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Dentro de um banheiro ela se viu caída, com marcas perto do braço. Ao sair do banheiro percebeu que o local onde se encontrava era luxuoso, mas nada lhe era familiar. Porém naquela mansão tinham fotos suas e armas escondidas em algumas gavetas. Este é o início da aventura de Alice no mundo de experimentos da Umbrella. E a história do filme é contada em duas linhas: Ação e Flashbacks bem interessantes, que prendem os interessados em ver a obra.
Após algumas cenas de ação entende-se que uma equipe armada da Umbrella invadiu a mansão pouco depois de Alice acordar e vieram para desativar a Rainha Vermelha que comanda a Colméia, e é aí que se percebe a semelhança da mansão do jogo Resident Evil Zero e Resident Evil: Ela é apenas uma fachada para a multinacional misteriosa.
O esquadrão encontra, junto à Alice, o policial Matt que invadiu a mansão para saber o que aconteceu com sua irmã que supostamente trabalhava na Colméia, um centro de pesquisas altamente secreto da Umbrella e que estava localizado exatamente abaixo da Mansão. O acesso até lá seria por uma estação de trem secreta dentro da casa. O esquadrão também explica que a Rainha Vermelha soltou um gás sonífero para a segurança dos agentes que protegiam a entrada da colméia, isso mesmo: Alice e Spence, o segundo sendo um personagem misterioso e também com amnésia.
Segundo o esquadrão Alice e Spence tinham um casamento falso para disfarçar a entrada da Colméia, morando ali. Em breve seria descoberto que nenhum dos dois pretendia cumprir essa missão;
O objetivo do esquadrão era desligar a Rainha Vermelha, pois após uma ameaça de infecção de um vírus que estava sendo trabalhado no local, ela trancou todos os cientistas lá embaixo com o pretexto de “matar poucos e salvar muitos”.
Ou seja, a história, assim como em alguns jogos da série, uniu os personagens das mais diversas origens e colocou-os para uma aventura inicial, que torna-se um survival horror ao longo da trama.
Ao chegarem à colméia os personagens se vêem diante de outro perigo além das artimanhas da Rainha Vermelha. Segundo a própria, os cientistas que estavam lá dentro e que haviam sido infectados pelo vírus, realmente morreram, mas o T-Vírus logo revelou sua função: Matar e reanimar.
Ao desativarem a Rainha Vermelha, depois de perderem diversos componentes do esquadrão para o sistema de segurança dela, eles abriram passagem para os mortos reanimados. Segundo a Rainha os mortos-vivos ainda mantinham uma pequena parte de funções vitais, uma das mais primitiva: A fome.
O Licker, é um tipo de “zumbi” mais poderoso, e que recebe mutações a cada vez que se alimenta de sangue humano. Segundo algumas fontes, ele foi inserido quase que no fim do filme, para dar um ar tecnológico com os efeitos especiais e um toque de terror para um filme de tanta ação. Acabou que o Licker formulou quase que uma regra para os filmes da série, deixar o “chefão” sempre no final. Pode-se dizer que isso é normal em qualquer roteiro de filme, mas Resident Evil faz isso de uma forma inusitada, contaremos depois por que.
Ao acontecer a comum separação de personagens para revelações da história, Matt encontra com sua irmã, que obviamente já estava contaminada. Ele conta a Alice que sua irmã o ajudava a tentar roubar o T-Vírus e destruir a Umbrella. Porém o contato dela parecia ter a traído. Aí é que o filme revela que o contato da irmã dele é a própria Alice, mas não nos é revelado de uma forma impactante. De toda forma é um bom elemento no roteiro para dar novo ânimo à história.
O “companheiro” de Alice, Spence, também começa a se lembrar de seu passado, e nos é revelado que ele fora o responsável pela infecção dos cientistas, pois roubou o vírus e o antivírus, escondendo-o no trem da mansão. Ele torna-se então o traidor e vilão da história, muito comum em filmes de terror americanos, “e que geralmente morrem no final”: Assim como diria Mr. Farber, do filme A Dama na Água.
No fim isso é o que acontece, Spence é morto pelo Licker e Alice e Matt são os únicos sobreviventes, que conseguem derrotar o mutante arrastando-o na linha do trem e escapando do subterrâneo da mansão.
A história foi por muitos considerada uma simples adaptação do jogo, adaptação que, aliás, desagradou diversos fãs da série de jogos da CAPCOM. Deixando de lado a questão do jogo, a história do filme é simples e foge do clichê apenas com a personagem Rain Ocampo, interpretada pela atriz Michelle Rodrigues (Avatar e Lost).
A personagem de personalidade bem destacada e, porém, muito parecida com sua personagem de Lost, acaba assumindo, sem protocolos, o lugar de One, que era o chefe da equipe de soldados que viera à colméia. Rain tinha tudo para ser bem explorada na história, mas acabou sendo descartada, e deixando um relacionamento confuso com a protagonista Alice, como se elas se conhecessem há mais tempo. No segundo filme eles não cometem o mesmo erro e Carlos Oliveira... Bom, vamos deixar esta informação para a hora certa.






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